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Arquivo da categoria ‘no coletivo’

Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã. Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã Pause “Ai, amiga, ontem eu encontrei minha sobrinha. Tadinha, ela é inteligente e tudo, sabe? Mas tá estudando biologia. Biologia! Eu falei pra ela “isso não leva a [...]

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“Nossa, o que você tá fazendo aqui?” “Perdi a aula, demorei duas horas pra chegar…” “Caramba…” “É, acho que vou começar a sair de Osasco lá pelas 6 agora” “Pfff, também… olha de onde você vem!” “…” Sem graça.

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Giovani

O Giovani se desvencilhou da mãe e veio falar comigo. A boquinha estava cheia de arroz e feijão preto. “Tia”, ele começou, “o ônibus depois sobe, né?”. Foi uma pergunta inocente, mas curiosa, típica para os seus quatro ou cinco anos de idade. A mãe então intimou o garoto. Enfiou a colher de plástico na [...]

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Canção-tema do dia #2

Três horas de ônibus. É, deu pra decorar a letra.

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Reflexos

No reflexo da janela do ônibus, toda noite parece noite de Natal. As luzes da cidade refletem como pisca-pisca ligado e intermitente. Quando chove, então, é mais Natal ainda. Os respingos da chuva formam cada um pontinhos furta-cor. As luzes pintam os vidros com borrões de cores mal definidas, tremeluzindo a cada parada e partida e [...]

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Apertei o pause e tirei o fone do ouvido. Voltei a cabeça um pouco para o lado dela e então pude ver de onde vinha o tec tec tec. Ela digitava as letras com pressa. Suas mãos tremiam. Estiquei-me um pouco e li na tela do celular: “não precisava vc ter me feito chorar denovo”. [...]

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Necrópole São Paulo

Até para os cemitérios os negócios vão mal.

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Vernáculo

Dois amigos sentados atrás de mim, conversando no ônibus. “Você quer Engenharia, né? Vai mudar pro interior? Lá tem umas faculdades legais…” “Ah, não, não vou… sempre gostei muita da metrópole. Sou um metrossexual.” E ele não falou brincando.

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Aproximou-se com passos curtos. Podia-se de longe imaginar claramente o tec-tec-tec de seu arrastar. Os pés rachados e as unhas encardidas denunciavam aquela mãe. Cansada da vida, carregava a criança como um fardo. Revogara de seu direito de ser mulher para tornar-se apenas: mãe. Os cabelos desgrenhados, um soslaio triste e amarelado. E a criança, destoante por [...]

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Fez o sinal para o ônibus, o que só acabou por ressaltar um relógio que faria inveja ao Fausto Silva. “Esse ônibus passa nesse endereço?” “Hum, deixa eu ver… passa sim, em frente ao Residencial Três.” “E como eu faço? Dá pra pegar outro ônibus?” “Não. Você desce na portaria e vai a pé… onde [...]

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