Eu amo a vida, eis a minha verdadeira fraqueza. Amo-a tanto, que não tenho nenhuma imaginação para o que não for vida.
A. Camus, em O Estrangeiro
Archive for the ‘literatura’ Category
Sobre a semana que passou
Posted in aiai, literatura on November 15, 2009 | Leave a Comment »
Amor, então
Posted in de dentro, literatura on August 20, 2009 | 2 Comments »
Amor, então,
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Paulo Leminski, da coleção que a Déa me mandou.
“Queria enganar-se, gritar,
Posted in de dentro, literatura on July 15, 2009 | Leave a Comment »
dizer que era forte, e a quentura medonha, as árvores transformadas em garranchos, a imobilidade e o silêncio não valiam nada. Chegou-se a Fabiano, amparou-o e amparou-se, esqueceu os objetos próximos, os espinhos, as arribações, os urubus que farejavam carniça. Falou no passado, confundiu-se com o futuro. Não poderiam voltar a ser o que já [...]
Autoridade
Posted in de dentro, literatura on July 18, 2008 | 4 Comments »
minha mãe dizia:
- ferve, água!
- frita, ovo!
- pinga, pia!
e tudo obedecia
(Paulo Leminski)
Tudo.
Como agradar um nerd
Posted in literatura on April 6, 2008 | 4 Comments »
Para um viciado em literatura, no universo dos presentinhos há poucas coisas mais emocionantes de se ganhar do que um livro. Mas, mais legal ainda do que ser presenteada com um livro, é ser presenteada com um livro em uma data que, a priori, você não lucraria nem uma balinha.
O objeto de desejo em questão chama-se Acordados – fragmentos. Uma das coisas que mais me [...]
Descomprimir-se
Posted in literatura on March 6, 2008 | 3 Comments »
— Gostaria que você não me espremesse tanto — reclamou o Leirão, que estava sentado junto dela. — Mal posso respirar.
— Não posso fazer nada — informou Alice pacientemente. — Estou crescendo.
— Não tem direito. Isso aqui não é lugar pra você crescer — protestou o Leirão.
— Não diga asneiras — disse Alice com mais [...]
17 de fevereiro de 2008
Posted in de dentro, literatura on February 17, 2008 | 5 Comments »
Quando me fazes alegre
Penso por vezes
Agora poderia morrer
Então seria feliz
Até o fim.
E quando envelheceres
E pensares em mim
Estarei como hoje
E terás um amor
Sempre jovem.
(Canção de uma enamorada, de Bertolt Brecht)
Poetas
Posted in literatura, por aí on November 1, 2007 | 1 Comment »
Lar de poeta é um universo. Cheiro de papel gasto no ar, post-its por todos os lados, um sofá que não acomoda mais pessoas porque cedeu lugar a livros e mais livros. Por todos os cantos, lembretes literários. Dicionários de italiano, de francês, de sinônimos e de antônimos, de rimas, de catalão, de inglês, de [...]
Posted in literatura on October 30, 2007 | 1 Comment »
“Viver é etcétera”
Concordo, sem pestanejar – e quem não concordaria? – com o Riobaldo de Grande Sertão: Veredas.
Em Alguma Poesia, de Drummond:
Posted in literatura on October 9, 2007 | 4 Comments »
Visão de Clarice Lispector
Clarice,
veio de um mistério, partiu para outro.
Ficamos sem saber a essência do mistério.
Ou o mistério não era essencial,
era Clarice viajando nele.
Era Clarice bulindo no fundo mais fundo,
onde a palavra parece encontrar
sua razão de ser, e retratar o homem.
O que Clarice disse, o que Clarice
viveu por nós em forma de história
em forma [...]
