Boca-de-sino à beça

Os dois leitores desse blog devem se lembrar que, há uns cinco posts – e isso com certeza não significa cinco dias – eu fiz várias promessas de férias. Pois é, ontem eu coloquei em prática a segunda delas: “Ler mais”.

E o livro escolhido foi: (música de suspense… que soem os tambores!) tchan, tchan, tchan, tchan: Almanaque Anos 70. Uma leitura densa e dificílima. Um misto de música, cinema, moda, gírias e muitos outros lances e transações.

É chocante, bicho! Estou me divertindo de montão… Leia também. Você vai ficar pra lá de Marrakech!

Do céu e da terra

Minha última semana foi muito difícil. Não me lembro do que aconteceu em cada dia. Me lembro do meu pai saindo de casa indo fazer uma cirurgia simples no ombro. Na volta, apenas minha mãe chegou em casa, o rosto inchado de chorar.

“O pai teve uma complicação… uma parada respiratória e um infarto.”

Na hora, minha cabeça girou. O mundo caiu aos meus pés.

“O médico disse que o caso é grave. Ele corre risco de vida.”

Isso foi na terça-feira. O que eu fiz foi abraçar minha mãe e meu irmão mais novo. Nada como o calor familiar.

Quarta-feira, 10 horas:

Meu primo ficou de nos levar ao hospital. A visita seria das 11 ao meio-dia. Entro no carro e a música que tocava no rádio era aquela do Tim Maia, “não, não vá embora… vou morrer de saudade, vou morrer de saudade”. O mundo desabou mais uma vez e, juntamente com ele, também eu. Comecei a chorar.

Na UTI, meu pai mal podia falar. Mas foi o suficiente. Fiquei um pouco mais aliviada.

Quinta-feira, meu aniversário.

Meu pai teve alta da UTI. Por incrível que pareça, nunca tive um aniversário mais feliz. De presente, ganhei a transferência do meu pai para o quarto. Foi um dia esplendoroso.

“O Osmar teve uma recuperação rápida, incrível”, diziam os médicos.

Agradeço a todos que telefonaram, rezaram, torceram e deixaram mensagens de apoio.

Não me venham dizer que não: sim, milagres existem.