Ato de contrição

Cansei de negar para mim mesma. Sim, sinto-me só. Isso é fato. Falta-me o arrepio na espinha, as tais das borboletas no estômago, o bafo morno e suado daqueles que se amam.

E, se todas as cartas de amor são de fato ridículas, mais ridículo ainda é não ter a quem enviá-las. Nem que  sejam cartas escritas com a letra trêmula e ansiosa por um encontro que tarda, borrada pelas lágrimas que enchem os olhos e que rolam tímidas pela face.

Argh, como eu odeio TPM.