Entre um béquer e uma proveta, uma lição

Sempre gostei de Exatas. Os determinantes da aula de Matemática e as Leis de Newton da Física me intrigavam. Mas o que eu mais adorava era a aula de Laboratório de Química. Ainda lembro da luz do magnésio, das cores dos sais quando aquecidos, das experiências de osmose. Todos aqueles recipientes, cada qual com uma finalidade diferente, me encantavam. Sentia-me como Paracelso ou Flamel.

O que mais me divertia nessas aulas era o carinho que a professora dedicava a disciplina que lecionava. Ela chamava as moléculas de “molequinhas”, fazia piadas com as tabelas de conversão de nomenclatura. Por outro lado, nós, simples mortais, sofríamos com tantos nomes, tantos prefixos, tantos números e fórmulas. O esforço que ela fazia para que os alunos decorassem tudo aquilo era hercúleo. Não havia fórmula cabeluda que não ganhasse uma quadrinha, um poeminha.

Alguns truques com a Tabela Periódica são compartilhados por muitos estudantes. É o caso do “bela magricela casou com senhor barão”. Outros, nem tanto. Minha cidade, como não podia ficar de fora, também ganhou uma frase referente aos elementos Oxigênio (O), Enxofre (S), Selênio (Se), Telúrio (Te) e Polônio (Po). Nas escolas normais era “os sete porquinhos” Na minha, tratávamos a família como “Osasco sempre será tema policial”.

Anúncios