Bandation

Mezanino da biblioteca.

“É, mano, agora só falta um nome pra banda. Tõ sem idéia nenhuma… [esboço de preocupação].”

“Ah, isso é fácil. Abre um dicionário de inglês e, na página que cair, escolhe um nome pra banda. A minha foi assim.”

Interessante.

Anúncios

Amigos

É tão bom quando tempo passa.

A gente muda.

O tempo passa.

Cada um segue seu caminho.

E, em meio a aspirantes a advogados, engenheiros, designers gráficos, nutricionistas, jornalistas e enfermeiros, a conversa ainda assim não mofa.

O tempo é incrível. E faz um puta bem para a amizade.

Clarice, logo existo

A primeira vez que eu li Clarice Lispector foi aos catorze anos. Como não podia deixar de ser, o “ritual inicialístico” se deu com A Hora da Estrela, talvez o livro mais indicado àqueles que não estão acostumados a maneira clariceana de expressão: o fluxo de idéias, o universo do eu em detrimento ao universo do nós, as densas – e por vezes demasiado doloridas – imagens construídas. Aquilo não parecia prosa. Era poesia! Não dizem que os bons poemas lêem a gente? Pois foi o que me aconteceu. Uma leitura penosa, com doses homeopáticas de crueldade e de sinceridade.Macabeá e seu apreço por parafusos e Coca-Cola me conquistaram. Até hoje me vejo um pouco como a personagem. Não pelos gostos despropositados ou pelo “viver sem ter vontade de viver”, mas sobretudo por, muitas vezes, também me sentir sozinha em meio a uma multidão ou até mesmo em meio aos amigos de todo dia.

Clarice me ensinou um pouco a me conhecer. Sim, havia também em mim universos paradoxais em constante movimento, prontos para explodir! Entendi que não havia problema algum nisso. Como a Clementine de Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, eu também “sou uma pessoa tentando se entender”. Eu não estou sozinha nessa história.

Quem sabe, agora, a escritora também me ajude a me formar.

“Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos”. Se não for isso, será outra coisa então.

Se o jabá é necessário? Ah… se é!

Procurando mais informações sobre os eventos culturais da sua cidade? Quer saber se aquela peça de teatro é mesmo boa? E aquele show, vale a pena assistir?

Gosta de política? Quer descobrir como aquele calhorda continua ileso? E a última CPI, como anda?

Quer se informar mais sobre os lançamentos do mercado editorial? Você é adepto aos pequenos fait-divers do mundo cultural?

Então, você encontrou o seu lugar.

Visite Povo Brasileiro, seu novo cantinho eletrônico feito por dois terços d’ As Vingadoras.

Os cinco primeiros comentários ganham chocolates Milkybar.

Quem não quis ser um avestruz um dia?

Meio-dia. Ponto de ônibus do número 900 da Paulista lotado. Muitos alunos do Objetivo fazendo uma social.

Eu no ponto. Um senhor desbocado ao meu lado.

Alphaville 12, meu busão, chega depois de intermináveis vinte minutos de espera.

Senhor desbocado.

Eu na fila para entrar no busão.

“Olha lá, só executivo. Isso é um absurdo. Esse país é uma merda. Só os executivo [sic]. Eles lá, no ar-condicioando e a gente aqui, no coletivo. Só executivo. Só metidinho. E a gente no coletivo… [repetição de ‘só executivo’ umas trinta vezes mais]”.

Tem vezes que eu daria tudo para ser um avestruz.