Quem não quis ser um avestruz um dia?

Meio-dia. Ponto de ônibus do número 900 da Paulista lotado. Muitos alunos do Objetivo fazendo uma social.

Eu no ponto. Um senhor desbocado ao meu lado.

Alphaville 12, meu busão, chega depois de intermináveis vinte minutos de espera.

Senhor desbocado.

Eu na fila para entrar no busão.

“Olha lá, só executivo. Isso é um absurdo. Esse país é uma merda. Só os executivo [sic]. Eles lá, no ar-condicioando e a gente aqui, no coletivo. Só executivo. Só metidinho. E a gente no coletivo… [repetição de ‘só executivo’ umas trinta vezes mais]”.

Tem vezes que eu daria tudo para ser um avestruz.

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