Ela, paradoxo

Um professor de História da Arte vivia repetindo: “o ser humano é incompleto, inconstante e paradoxal”. Podia viver com tudo isso. Adorava paradoxos! Mas que eles não mudassem a cada estação, porque assim, assim não dava… O dito desdito, com isso não sabia lidar. Com a incompletude, até que se virava. Também era incompleta, talvez a mais incompleta de todas.

Aceitava seus amigos como eles eram. Apontava os defeitos, mas era capaz de viver com eles. Tolerar, não. Tolerar era diferente. Como odiava essa palavrinha…

De seus amigos, exigia apenas uma coisa: a constância. Fosse esperar demais, dela e dos outros.

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