A minha nova Pasárgada

“Seu novo blog parece o site da Embrapa”, comentou meu irmão mais novo.

Eu ri. Nunca acessei o tal do site, então não vou descobrir se o comentário foi positivo. Melhor assim…

Tem gente que, quando quer mudar os ares, corta o cabelo. Eu cortei, não fez lá tanta diferença assim. Daí que resolvi hospedar o Onomatopéia em outro lugar. Escolhi o WordPress, achei bem simpático. Com o tempo, vou ajeitando as coisas.

Já estava cansada daquele azul-calcinha.

Seja bem-vindo!

“TERÇA-FEIRA, DEPOIS DA UMA DA TARDE”,

escrevi bem forte com caneta bic azul. Seu telefone só faz chamadas, não recebe. Sua casa não tem o mesmo brilho de outrora. Uma atmosfera estranha toma conta do lugar. É casa de gente antiga, velha, idosa, como queiram. O fato é que não consegue se lembrar de tomar o tal do remédio pra memória. Conta com detalhes do tempo em que era menina de Ribeirão Preto e de quando seu cabelo era, assim, “cheio de ondas”, mas não recorda de coisas que lhe foram ditas cinco minutos antes. Sofre por esquecer dos aniversários dos netos, da carteira de identidade que lhe dá direito ao passe livre no ônibus, do preço do pãozinho, de que precisa de ajuda.

Terça-feira é hoje. Já passou da uma da tarde, é quase três. Minha avó esqueceu de novo. Mais um daqueles momentos em que nos sentimos impotentes.

Cochilar esperando no teclado

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Bodas de papel (?)

Hoje é aniversário do Onomatopéia. Aniversário de três anos, vejam bem, mas que para mim parece de um. Isso porque, como uma mãe desnaturada, eu não percebera que blogs também fazem anos. Só me dei conta do ocorrido há uns dois meses, à medida que vasculhava os arquivos e me envergonhava das baboseiras que já escrevi. Não que isso tenha mudado, mas é que o tempo nos dá o distanciamento necessário para avaliar como tem gente que adora pagar um mico na rede (por gente, entenda eu).

Com posts que foram do estilo Marília-ensimesmada ao… bem, com posts que pararam no estilo Marília-ensimesmada, o Onomatopéia chegou aqui aos trancos e barrancos. Muitas vezes, ele foi cruelmente arrancado do coma profundo e confortável. Inúmeros foram  os pseudo-posts, desses que contêm apenas uma citação de um livro ou música. Mas esse diário virtual sobreviveu e chegou até aqui, indo bem mais além do que eu esperava.

Aos leitores do Verbou-se: onomatopéia (ei, vocês três, não fujam!), meu muito obrigada.