Invisibilidade

Xinga a mãe, pisa em cima, joga na parede, chama de lagartixa. Bate, deixa hematoma, pisa no calo, bota o dedo na ferida. Aponta em riste, nega até a morte a verdade deslavada. Cospe na cara, diga poucas e boas. Inventa o que quiser sobre a família, espalha por aí que a prima mais velha é puta, que o mais novo é viado. Encara sem pudor, com coragem, com raiva, com ódio sincero e latente. Vem com vontade, com a cabeça fervendo, perca a razão. Faz o que quiser do meu sangue, da minha pele, de mim. Leva com você minha dignidade e usa da melhor maneira que puder.

Mas não ignora, por favor.

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