Tio, posso fazer xixi?

A primeira coisa na qual pensei quando recebi a notícia da aprovação no vestibular não foi um “uuh, em qual editoria eu vou querer escrever” ou “aaaah, TV Globo, aí vou eu!”. A única idéia que me veio à mente foi um “e agora?, será que eu preciso pedir permissão pro professor se tiver que ir ao banheiro?”. Bons tempos quando as minhas dúvidas em relação ao meu futuro eram como essa.

Naquela época eu achava que na faculdade todo mundo pegava todo mundo, que os professores nem sabiam quem assistia aula ou não e que a vida no campus seria animedérrima. Pelo menos onde eu estudo, a pegação nem é tanta e, ao contrário da chamada, que vem todos os dias, a vida social é quase nula – hmm, será que é porque nós não temos um campus?

Quase terminando meu curso, já não sei se quero ser jornalista. Sei menos do que será da minha vida do que há quatro, cinco anos. Nem me importo, ó. Tá bom, é mentira.

8 pensamentos sobre “Tio, posso fazer xixi?

  1. Um coisa é certa: talento você tem pra estar onde quiser.
    Se além de jornalista tornar oficial a profissão de escritora, me convida para os lançamentos dos livros.
    Um beijo!

    (tô louca pra ouvir o post anterior mas nunca dá tempo! humpf…)

  2. Como eu sempre falo, cursinho não é apenas uma perda de tempo, mas também uma preparação para a vida real.

    Lá eu podia sair para fazer xixi a hora que quisesse. Não precisava pedir e nem mesmo avisar. Um paraíso para a minha bexiga.

    Assim, quando eu cheguei na faculdade, já estava pronta para esse desafio.

    Quanto às farsas relativas à faculdade, elas já tinham caído por terra para mim dois anos antes de entrar na Cásper, então meu nível de desilusão foi bem pequeno.

    Eu nunca decidi em que editoria queria trabalhar e, quando isso paracia que se delineava na minha cabecinha, resolvi mais é que meu negócio era mais limpar a bunda alheia que ser jornalista.

    Ah, é a vida, fazer o quê? E também tem outra… as estatísticas comprovam que a maioria dos formados não trabalham na área que estudaram. Vai ver tem mil opções é para você!

    Bjinhos querideeeenha

  3. Veja bem: depois de passar pela Cásper, estranho seria se você ainda desejasse ser jornalista. Da Cásper saem professores, sociólogos, rabinos… jornalista é mais complicado =)

    Beijos!

  4. Tendo passado brevemente pelo curso de Direito, já sabia que não era necessária a autorização do “tio” para ir ao banheiro.

    Eu também não imaginava a editoria em que trabalharia, mas sempre gostei mesmo de impresso. Curiosamente, eu até cogitava ser delegada ou promotora. Dá pra acreditar?

    Às vezes eu sei muito mesmo que quero ser jornalista, outras vezes eu quero ser qualquer coisa, menos jornalista. Mas no fundo eu acho que essas “outras vezes” é mais um medo natural de dar tudo errado do que a verdadeira vontade de não ser jornalista.

    Te falar a verdade? Acho quando eu nasci Deus disse: “Vai, minha filha, ser filha da pauta, vai”.

    Beijo, Maríííília

  5. Engraçado que depois que eu decidi pra qual facul eu ia [sendo que eu passei em 3 cursos diferentes], cheguei atrasada no primeiro dia de aula e fiquei com a maior cara de idiota e sem saber se podia entrar atrasada na aula, se batia na porta, se acenava pro professor ou se esperava a próxima aula.
    Aí depois de um tempo, metade da turma chegava atrasada, uns saíam no meio da aula, uns saíam no início da aula, uns nem iam pra aula.
    E tem professor que não dá a mínima pra chamada, enquanto outros te reprovam por faltas.
    Eu ahava que a vida na facul ia ser bem diferente, e é, se for comrarar uma facul pública com ua escola pública, no meu caso.

    Mas se eu tenho uma certeza [quase no meio do curso]é que não sei o que quero fazer da vida.

  6. Engraçado. Queríamos ser jornalistas, nós duas. Eu, ao menos, tinha certeza disso quando estava lá, lá na FITO. Agora sou acompanhada por um TCC louco, que não me larga e eu, eu morro de vontade de largá-lo por aí. Agora não quero mais ser jornalista, não quero estar na Globo nem em nada parecido com ela. E o pior: isso não é engraçado.
    Bom “te ler”, suas palavras amadureceram, mas a essência continua a mesma que eu conheci num passado distante.

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