Rosa dos ventos

É o trivial que preenche seus diálogos. Ouve os outros para ocupar o espaço da fala que a ela caberia. De si, fechada em si, pouco mostra. Porque, contando suas alegrias, suas vontades e seus anseios, semeia suas partinhas aos quatro ventos: sua essência. A porção de si que faz o azul dela mais ou menos azul que o azul do vizinho. Vislumbra a cena: pessoas indo embora com suas confissões. Não suporta esse nível de desapego. Tem medo.

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