Pra Lígia e pra Carol

Amigo faz uma falta do cacete. Incrível. No último semestre duas das minhas melhores amigas se mudaram. Ok que a gente se fala pelo menos três, quatro vezes por semana por MSN. Ok que o Skype tá aí pra nos socorrer. Só que não é a mesma coisa. E quando a vontade – vontade não, necessidade – de contar uma novidade precisa ser abafada até o encontro com um computador que tenha conexão com a internet? Ou quando o que a gente mais precisa do mundo é receber um olhar de desaprovação pela merda já cometida? Ou quando o programa master é só dar uma volta à toa pela Paulista, pra fazer nada e falar de nada? Aí é a hora que a coisa pega. É tipo namorado que mora em outra cidade: você até sabe que ele está ali, na maior parte das vezes pro que der e vier, mas que um encontro combinado no meio da tarde só pode acontecer no outro final de semana. Amigo faz uma falta do cacete, como faz. Amigo que dá pra enviar um SMS pra fazer uma fofoquinha malvada. Amigo que sai com a gente pro boteco mais porco da Augusta e que bebe no copo mais sujo de todos. Amigo que não liga de sentar com você no chão da livraria, de folhear listas de 500 filmes essenciais ou de lugares que precisamos conhecer antes de morrer. Amigo assim, pra ficar de bobeira como a melhor companhia do mundo. Amigo pra abraçar quentinho quando um abraço quentinho substitui todas as palavras mais lindas do mundo.

Que orgulho danado eu sinto.

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