Como pode

Não importa a canção porque tudo que ouço soa como música e como música que só faz bem. Assim como não ligo se o frio é de 10 ou de 18 graus, se venta ou se a primavera que é de longe a estação que mais amo ainda vai demorar pra chegar – porque olho pro céu e o que vejo são as noites mais lindas de inverno, com estrelas tremeluzindo de um jeito que parece pintura mesmo. E as manhãs, então, que têm sido de um sol brilhante com fundo azul pleno. Tanto faz também se a cólica chegou mais cedo ou se os 23 estão aí, batendo na porta com o peso nunca sentido em nenhum outro aniversário. Porque daqui vinte, trinta anos, vou olhar pra esses tempos e me perguntar como podia uma vida ser tão leve e tão gostosa.

Agrado

Muito me agrada a ideia de tentar de novo. Sabe, errar, ter a liberdade de errar de novo e, vá lá, poder errar mais uma vez. Até que chega uma hora em que a gente acerta. Ou aprende a errar menos.

Muito mesmo me agrada.

Ooooh!

Olhinho puxado, chinesinho de uns quatro anos. Um tico de altura em toda sapequice da idade. Loja lo-ta-da de doces. Chocolates, balas, pirulitos. No meio de tantos atrativos, o olhar do rapazinho alcança um dos mais simples.

“Moço, me dá um pé de chulé!”

“Não, é pé de moleque, garoto!’

“Ah! Hihi. Pensei que fosse pé de chulé!”

Fofo.