Furtivamente

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade.

C. Lispector, no conto Felicidade Clandestina


Acordei sem querer pensar muito, com medo de esgotar toda essa alegriazinha tímida.

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Um pensamento sobre “Furtivamente

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