Tudo

Quem assistia ao Castelo Rá Tim Bum se lembra do Gato Pintado. Morador da biblioteca, a cada visita da Biba, do Pedro, do Nino e do Zequinha ele tinha uma poesia pra apresentar. Foi assim que eu, aos 7 anos, conheci Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Paulo Leminski. Mas um dos poemas que eu mais gostava era “Tudo”, do Arnaldo Antunes:

Todas as coisas
do mundo não
cabem numa
idéia. Mas tu-
do cabe numa
palavra, nesta
palavra tudo.

Conforme as crianças iam lendo os versos, uma animação mostrava um menino que desenhava diversas coisas em uma folha branquinha: era pé, era carro, era cachorro, era Sol. A coisa mais fofa. O Sol do Castelo Rá Tim Bum permanece até hoje no meu imaginário. Tanto que, quando eu penso em Sol, penso em um igualzinho àquele: traços infantis, desenhado com lápis de cor e super pueril.

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É um desses que, sob a legenda o sol voltou, ilustra o mês de março de 2010 da minha agenda.

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