O menino do nome esquisito

Eu tinha uns 14 anos e tinha esse menino, o Luiz Felipe. Ele gostava de mim como gosta um menino nos seus 14 anos: mandava bilhetinho, presenteava com bombom, gastava o tempo na frente da minha casa me esperando chegar da escola. E eu, secretamente, comecei a gostar dele também. Pelo menos até o dia em que uma amiga soltou “Nossa, aquele garoto te persegue, hein? E olha o nome dele que nada a ver: Luiz Felipe! É muito feio!”. Além dos 14 anos, eu tinha uma inclinação fortíssima a seguir a opinião das amigas. Assim, larguei a paixão platônica pelo menininho dos olhos verdes e dos bombons murchos.

Essa semana eu vi o Luiz Felipe de novo. Olhei pra ele e pensei em como a gente faz concessões por coisas bobas, bobas.