Pedrinho, 4 anos

“Me lembe! Me lembe”, dizia gargalhando gostosamente. “Me lembe, Aurera!”. Aurera era Orelha, que na verdade era só Jimi, meu pastor alemão mais carinhoso. Ele e o Pedro pareciam ter se entendido, mas Pedrinho insistia em dizer que preferia a “cachorra que dormia embaixo do carro”, porque ela não “lembia”.

Foi até a sala de estar, pegou um aparelho de telefone fora de uso e disse que ligou para o pai: “Oi, papai! O Aurera fica me lembendo”, dedurava em meio a gargalhadas deliciosas e felizes. “Fui na casa da tia Zanza também. Lá tinha um tartarugo gigrante”.

Domingo de passeio com o avô.

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