Filme de assistir picadinho

Tem filme de assistir picadinho, porque senão desaba de chorar.

Pause, play, pause, play.

My sister’s keeper sempre dá nó na garganta.

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de O Curioso Caso de Benjamin Button

Para o que vale a pena? Nada é muito tarde, ou no meu caso muito cedo – para ser quem você quer ser. Não há tempo limite; você pára quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você acha que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo.

Com a ansiedade à flor da pele, tem vezes que só o cinema pra confortar.

DVDs a partir de doze e noventa

Procurando Nemo, Sobre meninos e lobos, não, não. Eu, eu mesmo e Irene, O Rappa Acústico MTV, Muito gelo e dois dedos d’água, eca. Piaf, Guia do Mochileiro das Galáxias, Dogville, Happy Feet, também não. A dona da história, Calypso Ao Vivo, Johnny e June, Tudo sobre minha mãe, tsc tsc. A noviça rebelde!

Fazendo a alegria dos pobres.

Sobre um puxadinho da Unigazeta

O Reserva Cultural é um cinema super charmoso que fica no mesmo prédio da faculdade onde eu estudo. É também o único cinema que eu conheço que não vende pipoca.

O Reserva Cultural é freqüentado por gente que usa bolsas da Amelie, tênis All Star e óculos de aros grossos. Nas tardes de dias úteis, muitos idosos podem ser encontrados nas salas de projeção. Aos finais de semana, casais bem arrumados costumam gostar de ir ao lugar.

O Reserva Cultural ostenta cartazes de cinema de arte, seja lá o que isso signifique. Foi lá que eu assisti filmes como A Fantástica Fábrica de Chocolate, Ratatouille, Medos privados em lugares públicos e Pequena Miss Sunshine.

O Reserva Cultural tem um ar cult. Lá acontecem exposições de artistas plásticos e debates com diretores de cinema.

O Reserva Cultural tem um café que atende pelo pomposo nome de Café Pain de France, onde você pode encontrar croissants de amêndoas pelo preço módico de 9 reais cada.

O Reserva Cultural paga, às suas faxineiras, um vale-refeição de 6 reais por dia.

Diário de uma desestagiada

Uma manhã perturbadora: na aula de Telejornalismo, a exibição do documentário Ônibus 174, do diretor José Padilha, sobre o seqüestro de um coletivo na zona sul do Rio de Janeiro em 2000.

Uma tarde acalentadora: almoço com a aniversariante do dia no Subway (parabéns, Iza!), o recebimento de um telefonema almejado, a ida ao Café Filosófico no Trianon, com direito a sorteio de CD do Grupo Voz (e eu ganhei um!), mais uma visita ao Reserva Cultural, com o filme Medos Privados em Lugares Públicos (Alan Resnais, 2006).

A companhia da Janaína, querida amiga, e sua filosofia do “pensamento positivo”.

Voltar para casa com o ônibus vazio, lendo piauí.

Passar o dia na Paulista – perambulando – não é nada mal.

Classificação etária: livre

Fui a uma das onze salas de cinema que existem em Osasco. O filme, um dos mais esperados do ano: Harry Potter e a Ordem da Fênix. A sala é uma daquelas que possuem mais de 400 lugares, som THX (não me pergunte o que é isso, para mim, “THX” parece nome de hormônio) e muitos, mas muitos adolescentes de férias. Julho é a época do ano em que eles saem à solta. Prova disso é a programação do Kinoplex de Osasco que, por coincidência, é a mesma das salas de projeção do Osasco Plaza Shopping (onde aconteceu o acidente com o gás encanado há treze anos). Filmes como Ratatouille, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, Shrek Terceiro e Transformers atraem pencas de garotos e garotas com muito hormômio THX.

Fiquei com vontade de gritar “Ô da caravana” para o grupo de mais de quinze amigos que infernizaram as mais de duas horas de projeção de A Ordem da Fênix. Imaginei se eles haviam ido até o cinema em um ônibus fretado, com direito à pipoca e refrigerante, perante uma autorização por escrito dos pais. Agüentei firme. Até mudei de lugar. Com muito pesar, abandonei a galera do fundão e fui me juntar a um outro grupo, mas esse constituído por japoneses. Eles pareciam ter saído de uma convenção de anime.

No ponto alto do filme, já no Ministério da Magia, quando aquilo-que-você-sabe-o-quê acontece com um dos membros da Ordem da Fênix, quando as emoções estão à flor da pele e quando o “Avada Kedavra” é dito, uma adolescente, gritando, intervém:

“Filha da p…”

Todos soltam gargalhadas. Então eu sou chamada de volta à realidade, em um mundo sem varinhas de condão, poções mágicas e maldições imperdoáveis.