Glossário

Ditado:

anomatopéia

onomatopeia

onomatopéia

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Tchauzinho

“Você é assim: Precisa abdicar de algumas coisas pra se encontrar. Não é bem perder, é deixar um pouco mais quieto e se comportar quieta também. Depois, quando você tem certeza do que sente falta, se reencontra naquelas coisas, mas não em todas, só naquelas que realmente te fizeram falta mesmo, naquelas que sentiram falta de você”

“Acho que preciso abdicar do Onomatopéia, por um tempinho aí”

E foi assim que decidi.

Atrasado

Se hoje é 13 de setembro, então é aniversário de cinco anos e dez dias do Onomatopéia. Sempre esqueço da data, e esse ano foi o pior esquecimento de todos.

São quase 500 posts e 900 comentários. Sei que tem muita gente que entra e não comenta, mas que depois vem me dizer pessoalmente que deu uma passadinha pra saber como as coisas estão, se estou viva, se vai tudo bem.

Brigadinha (L)

Conversinhas

eu: posso ser sincera? eu chorei um pouquinho com esse texto da tati bernardi no seu blog
porque sou canceriana e chorona
Natália: ôôô, geente
tão fofinha
eu: hahahaha
Natália: é lindo, né?
eu: é ^^
Natália: caiu uma lágrima francesa quando eu recebi
Enviado às 17:56 de quarta-feira
eu: a minha tava mais pra mexicana
eu posso linkar no meu blog? vc fica triste ou vai achar que tenho inveja?
não é inveja não, é que gostei mesmo
Natália: ooooxe, marília de deus
claro que pode linkar o que tu quiser dos meus blogs

* * *

O Amor

Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal. E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase quinze anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa. São quinze anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Ele sempre comprou meus testes de gravidez, mesmo a suspeita nunca sendo nossa. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex-mulher. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados “alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor” e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: “sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra”. E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.

* * *

É fofo, vai.