Feed on
Posts
Comments

Procurando Nemo, Sobre meninos e lobos, não, não. Eu, eu mesmo e Irene, O Rappa Acústico MTV, Muito gelo e dois dedos d’água, eca. Piaf, Guia do Mochileiro das Galáxias, Dogville, Happy Feet, também não. A dona da história, Calypso Ao Vivo, Johnny e June, Tudo sobre minha mãe, tsc tsc. A noviça rebelde!

Fazendo a alegria dos pobres.

Jogo dos tantos erros

Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã. Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã

Pause

“Ai, amiga, ontem eu encontrei minha sobrinha. Tadinha, ela é inteligente e tudo, sabe? Mas tá estudando biologia. Biologia! Eu falei pra ela “isso não leva a nada, o que você quer ser da vida? Professora, é? Desse jeito você não vai crescer na vida” , mas ela disse que gosta. Agora, me diz, o que essa menina vai ser da vida? Trabalhar no Instituto Butantã? Afe. Eu disse pra ela que ela vai ser pra sempre assalariada. Não, ela não ouve. Os irmãos dela, sim, estão certinhos na vida. Um faz administração de empresas e o outro direito… É, eles estão certos mesmo. Esses têm futuro. Já viu algum biólogo ter negócio próprio? Não!”

“Eles ainda podem prestar concurso público…”

“Ééé! Ela não sabe nada da vida. Eu falei que ela tá investindo tanto em educação… quando o retorno vai vir? Eu disse “olha você, uma menina bonita e estudada, você tem que ter o retorno. Fica aí, vinte anos estudando, um dia você vai ter que ter retorno disse tudo”. Tem que ver essa menina… a coisa mais linda… um corpo lindinho. Dá gosto de ver… Mas bióloga! Não sei pra que estudar tanto e continuar sendo pobre…”

Play

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar e essas coisas que diz toda mulher. Diz que está me esperando pro jantar e me beija com a boca de café

Dúvida

Alguma vez eu já escrevi aqui que a promessa de felicidade se parece com a promessa de Brasil, país do futuro?

Hoje é quinta-feira!

Antes que você me pergunte “e daí?”, eu explico.

Hoje é quinta e no Um pouco de Bossa tem a Coluna de Quinta e a Nati, que é a dona do blog, me convidou pra escrever lá, o que significa que hoje, que é quinta, tem post meu na Coluna de Quinta do blog da Nati.

Matemática

60 dias, 90 mil caracteres. 90 mil caracteres, 1500 caracteres por dia. 60 dias, 1500 caracteres por dia. 1500 caracteres é meia página de Word, espaçamento simples, Times 12 ou Arial 11. Ah, tem as figuras também, mas acho que isso não conta. Nota de rodapé também vale? Não sei se vale. Vou fazer o teste. Não, não conta. Escrevi lá: “Marília” e cliquei em Inserir, Nota de Rodapé. É, não vale. Se eu for em Contar palavras três pontinhos, ainda vai estar Caracteres (com espaço) igual a 8. Escrevi, sim, tá lá “Marília Scriboni”. Bom, nota de rodapé não conta. Puta mundo injusto! Como não conta? Se soubesse, não teria colocado as tais notas. Mas fica tão bunitinho, né? Só tem uma coisa que eu acho mais bonita que nota de rodapé: é vírgula. Êta negócio lindão! É tão bonitinho. Daqui em diante só vou escrever usando muitas, muitas, muitas vírgulas. Você reparou? Vírgula é tão perfeito, parece uma ondinha que vai nascendo na folha em branco. Ah, eu acho lindo. Pena que quando a gente fala não aparece a vírgula flutuando no ar. Nossa, ia ser demais. Já pensou você falando “O IBGE espera que área plantada de grãos tenha um aumento de 4,3% sobre o ano passado, com destaque para a soja, milho e arroz, os três produtos que representam 90% da produção de gr…” e as vírgulas todas saindo da boca e dançando no nada? Aiai, ia ser muito lindo mesmo. 1500 caracteres é meia página de Word, espaçamento simples, Times 12 ou Arial 11. 60 dias, 90 mil caracteres.

OLHA QUE LINDO! ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

Lição do dia

Jogando o blasé na lata do lixo.

 

Smile por mikeweader.

A primeira coisa na qual pensei quando recebi a notícia da aprovação no vestibular não foi um “uuh, em qual editoria eu vou querer escrever” ou “aaaah, TV Globo, aí vou eu!”. A única idéia que me veio à mente foi um “e agora?, será que eu preciso pedir permissão pro professor se tiver que ir ao banheiro?”. Bons tempos quando as minhas dúvidas em relação ao meu futuro eram como essa.

Naquela época eu achava que na faculdade todo mundo pegava todo mundo, que os professores nem sabiam quem assistia aula ou não e que a vida no campus seria animedérrima. Pelo menos onde eu estudo, a pegação nem é tanta e, ao contrário da chamada, que vem todos os dias, a vida social é quase nula - hmm, será que é porque nós não temos um campus?

Quase terminando meu curso, já não sei se quero ser jornalista. Sei menos do que será da minha vida do que há quatro, cinco anos. Nem me importo, ó. Tá bom, é mentira.

Twist and shout!

Um ano atrás eu e a Lígia viajamos pra bem longe em busca da reposta à uma pergunta: porque, até hoje, os Beatles continuam arregimentando uma multidão de fãs?

O resultado dessa incursão até o bairro de Indinópolis - aaaah, é super longe de Osasco, vai - foi uma série especial de três capítulos para a disciplina de Radiojornalismo. Na época, nenhuma das duas conseguiu upar os arquivos. Coube a mim, hoje, desenterrar os três áudios e disponibilizar aqui. O post pode parecer nonsense, mas pra mim tem um sentido todo especial: a lembrança de uma grande amiga e eu ouvindo, decupando e escrevendo o texto da reportagem. A qualidade do som não está lá essas coisas, mas vale pelo gostinho das músicas.

*Ouvindo Because*

Because the wind is high it blows my mind
Because the wind is high……aaaaaaaahhhh

Imigrantes

Beijou um beijo bom. No carinho, sentiu a mão macia no rosto. Os dedos se tocavam de leve, sem entrelaçar as mãos. O vento veio chegando, as portas se abriram. No reflexo de seus óculos, matizes de verde – dizem ser essa a cor da esperança. Olhou de relance. Não, amor, não se veriam de novo. Os dedos foram se distanciando, apenas as pontas se encontravam. A mão, macia. Mais um carinho leve no rosto, a mão macia. Entrou com pressa, sem pensar. Meio tonta, apenas escolheu o acento de cor marrom mais próximo da janela. A visão embaçada, as mãos do outro lado se precipitaram em direção à porta. O apito. Gestos desesperados, uma negativa com a cabeça. O metrô seguiu seu destino, avançando para o túnel negro sem luz.

Autoridade

minha mãe dizia:
- ferve, água!
- frita, ovo!
- pinga, pia!
e tudo obedecia

(Paulo Leminski)

Tudo.

Older Posts »